Segundo Vick e Luciana, veículo não pode ser transferido ao município enquanto situação não for resolvida
Em pedido de informações apresentado nesta semana, os vereadores Edson Sidinei Vick (Pros) e Luciana Batista (Pros) questionam que medidas estão sendo tomadas pelo Executivo para esclarecer o desaparecimento do motor original de uma ambulância Doblò prefixo 218, pertencente à secretaria municipal de Obras e Serviços.
Segundo os vereadores, o veículo está atualmente parado por falta de documentação e não pode ser transferido pelo governo do Estado ao município enquanto a situação não for resolvida.
De acordo com eles, até o momento não se sabe o paradeiro do motor original nem se aquele que está atualmente instalado na ambulância possui nota fiscal ou documentação regularizada.
“Já existe uma comissão especial instaurada pelo Executivo para avaliar essa situação. Queremos saber o que está acontecendo, o que foi apurado, se foi feito boletim de ocorrência a respeito. Não queremos levantar falso testemunho, nem denegrir a imagem de ninguém, nós apenas queremos que seja restabelecida a situação do caso”, disse Vick.
Os vereadores voltaram a falar ainda sobre a situação da ambulância prefixo 145, de propriedade do município, que, segundo eles, está há mais de 18 meses na oficina da secretaria de Obras e Serviços, apesar de a nota fiscal do reparo já ter sido paga.
“Nós já falamos e mostramos a situação dessa ambulância, mas até o presente momento nada foi falado a respeito”, disse Vick.
Em outro pedido de informações, os vereadores querem saber o motivo de dois ônibus adquiridos recentemente pela secretaria municipal de Saúde não contarem com encosto reclinável nem cortinas para o transporte dos pacientes.
“Os motoristas não foram consultados antes para a compra dos veículos. Fizeram de qualquer jeito essa licitação. Eu recebi uma reclamação de um paciente que foi de ônibus e teve que voltar de ambulância, porque estava operado e não tinha condições de voltar sentado”, contou Luciana.
“A população está reclamando que o ônibus não é adequado para viagem. Isso é uma judiação, é atentar contra o estado de saúde do próprio paciente”, acrescentou Vick.
Horas extras – Outro assunto que esteve, mais uma vez, na pauta dos vereadores foi a quantidade de horas extras pagas a alguns servidores.
“A prefeitura é a única empresa onde o funcionário entra às quatro da manhã e sai às nove da noite. Há funcionários ganhando muito mais do que o prefeito”, disse Luciana.
“Quem trabalha tem direito [a receber], mas é preciso que haja uma regulamentação, uma fiscalização dos setores competentes da municipalidade. Já denunciamos isso à secretaria de Governo, à secretaria de Administração, à secretaria de Obras, para que tomem as providências, mas até agora nada foi apurado”, completou Vick.
Autoria - Imprensa/Câmara
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