Eis a resposta que o vereador ouviu do Executivo para a proibição de eventos esportivos e culturais em algumas instalações públicas da cidade
Na sessão da última terça-feira (5), o vereador Vitor Naressi (MDB) foi à tribuna cobrar do Executivo, mais uma vez, a revogação do decreto nº 7.265, que trata das tarifas e preços dos serviços públicos.
Assinado pelo prefeito Ademir Lindo no final do ano passado, o decreto passou a proibir também a realização de concursos, competições e gincanas culturais em espaços públicos da cidade, entre eles o Centro Cultural Dona Belila (Fepasa), o Teatro Municipal Cacilda Becker, o Centro de Convenções Professor Dr. Fausto Victorelli, o Parque Municipal Temístocles Marrocos Leite e o Armazém Cultural Dito Micuim.
Em sua fala, Vitor contou o que ouviu de integrantes do governo para justificar a mudança. “A desculpa é que [a realização desses eventos] suja os espaços. Eu teria vergonha se fosse do Executivo e desse essa resposta que me deram”, disse.
O vereador mencionou ainda a conversa que teve com o prefeito sobre o assunto. “Conversei com ele duas vezes, e ele falou que realmente não sabia disso, que [o decreto] era um erro e ia revogá-lo”, falou. Até o momento, porém, nenhuma alteração foi feita e o decreto continua valendo.
“Essa medida proíbe o uso desses espaços para inúmeros eventos que já aconteciam e que têm tradição na nossa cidade. Além da perda de recursos por meio de taxas que são recolhidas para o município, temos a perda na estimulação da cultura e do desporto”, completou o vereador, que, em pedido de informações da semana passada, questiona, entre outros pontos, a quantia arrecadada com esses eventos, bem como sua destinação.
Na semana passada, o vereador apresentou ainda indicações pedindo a instalação de ventiladores no local onde é desenvolvido o Projeto Guri, a pintura do asfalto na rotatória do Jardim Anversa e a manutenção da Praça dos Flamboyant, no Cidade Jardim. Com o vereador Paulinho do Mercado, ele também propôs à administração que estenda de três para seis meses o período de entrega de cestas básicas para famílias em situação de vulnerabilidade social.
Para ele, “o período de três meses, muitas vezes, não é suficiente, principalmente por causa de questões como doença e desemprego que acometem as pessoas envolvidas”.
Autoria - Imprensa/Câmara
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