Encontro na última quarta-feira (21) foi solicitado pelo vereador Jeferson Couto através de requerimento
Estiveram na Câmara de Pirassununga, em reunião com os vereadores na tarde da última quarta-feira (21), representantes da Rizzo Parking, empresa responsável pela Área Azul do município. Em pouco mais de uma hora e meia, a diretora jurídica da concessionária, Roberta Borges, e o diretor de projetos, Thiago Balbino, esclareceram algumas questões levantadas pelo vereador Jeferson Couto, em requerimento solicitando a reunião.
Um dos pontos apresentados no documento diz respeito ao fato de os motoristas não estarem sendo notificados sobre o tempo de tolerância de dez minutos. De acordo com a diretora jurídica da concessionária, a mudança ocorreu devido ao processo de transformação tecnológica implantado na empresa há cerca de quatro meses.
“Com a mudança de sistema, nós passamos a não imprimir mais o tíquete. Não só por economia financeira, mas também por questão de sustentabilidade. Infelizmente, esses tíquetes eram jogados na rua, e a concessionária é responsável por toda a sujeira ou papéis que se encontram no município. A tolerância, porém, que é o tempo dado ao usuário para que ele se dirija até um parquímetro, continua sendo dada, apenas não estão sendo mais colocados os tíquetes”, explicou.
Sobre a cobrança fracionada na Área Azul, outro ponto abordado no requerimento, Roberta afirmou que a Rizzo deixou de oferecer essa “facilidade” por questões jurídicas e econômicas. “Nós passamos a adotar o contrato, a letra fria do contrato”, disse ela, ressaltando, porém, ser possível fracionar o pagamento pelo aplicativo da concessionária.
A advogada disse ainda que o contrato da empresa com a prefeitura permite aos motoristas que não pagarem pela permanência no estacionamento rotativo regularizar a situação em até 48 horas, sem levarem pontos na carteira, como acontece hoje. “O contrato fala desse aviso de irregularidade, que deverá ser regularizado no prazo máximo de 48 horas, efetuando o pagamento equivalente a 10 horas de estacionamento.”
Presente na reunião, o secretário municipal de Segurança Pública, Paulo André Silva Tannús, rebateu a advogada nessa questão. “Há uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito de que isso não é possível. Não é que nós não queremos fazer, nós temos um impedimento jurídico de fazer alguma coisa que não está prevista, que diz que se você for multado, você precisa ser pontuado. Mas, se for possível e houver legalidade, nós em momento algum vamos nos recusar a fazer”, disse.
Autoria - Imprensa/Câmara
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