O cancelamento do transporte sanitário utilizado por pacientes de Pirassununga para tratamentos médicos em outras cidades repercutiu entre os vereadores durante a sessão ordinária desta semana. Eles relataram casos de consultas perdidas, dificuldades enfrentadas por pacientes e cobraram providências do Executivo.
A discussão ocorreu tendo como pano de fundo uma moção de repúdio apresentada pela vereadora Sandra Vadalá e assinada também pelos vereadores Gigio, Du da Farmácia, Carlinhos de Deus, Luciana do Léssio, Mirelle Buêno, Reinaldo Caridade e Wellington Cintra. O texto manifesta indignação com a decisão da secretaria municipal de Saúde de cancelar o transporte destinado a pacientes que precisam se deslocar para outros municípios para realizar consultas, exames e tratamentos especializados.
“Em uma gestão, nós temos que ter as prioridades e, quando se fala em saúde, nós não podemos deixar de dar esta prioridade”, afirmou a vereadora Sandra. Já a vereadora Luciana apresentou números que, segundo ela, demonstram os impactos diretos da suspensão do serviço. “Eu tenho uma relação aqui que, no dia 5, dez pacientes de Jaú perderam a consulta, dois de São Paulo, quatro de Ribeirão Preto e sete de Campinas”, declarou.
O vereador Du da Farmácia também relatou situações enfrentadas por moradores do município. “A população está sangrando, porque não tem transporte. Teve um amigo meu que operou em Jaú, estava de alta e não tinha ambulância para buscar ele”, contou.
Já o vereador Carlinhos de Deus exibiu fotos durante sua fala para mostrar, segundo ele, veículos novos da frota da saúde que estariam parados por falta de manutenção. “A gente vê que Pirassununga não anda. É triste a população ligar para a gente chorando, dizendo que a sua consulta foi desmarcada”, disse.
No documento apresentado, os vereadores destacaram que o acesso à saúde é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal e que cabe ao poder público assegurar os meios necessários para que os pacientes recebam atendimento adequado, inclusive quando o serviço não está disponível no próprio município.
Eles também ressaltaram que muitos pacientes dependem exclusivamente do transporte oferecido pela prefeitura para dar continuidade a tratamentos essenciais, especialmente em centros de referência em oncologia e outras especialidades localizados em outras cidades. “A interrupção do serviço compromete gravemente o acesso à saúde e coloca em risco a continuidade dos tratamentos, afetando principalmente pessoas em situação de vulnerabilidade”, registraram.
O documento será encaminhado ao prefeito Fernando Lubrechet e à secretária municipal de Saúde, Solange Aparecida Martins, para conhecimento e providências.
Autoria - Imprensa/Câmara
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