As reivindicações e condições de trabalho das 71 auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) da rede municipal de ensino de Pirassununga estiveram na pauta de uma reunião realizada na Câmara na semana passada.
Solicitada pelo presidente da Casa, Jeferson Couto, a pedido delas, a reunião teve a presença dos vereadores, dos secretários municipais Hamilton Alberto de Oliveira (Educação) e Viviane dos Reis (Administração), do presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Pirassununga, Odirley Aparecido de Mello Montesino, e da assessora da secretaria de Educação Sandra Aparecida de Oliveira Baccarin.
Representando a comissão das ADIs, que compareceram em peso à Câmara, Maria Inês Fabiane Ferreira e Claudeci Aparecida Maio Marques falaram sobre as dificuldades enfrentadas pelo grupo hoje.
“Lidamos com crianças e com vidas, e nos sentimentos desvalorizadas e sobrecarregadas”, disse Maria Inês, que mencionou também algumas reivindicações da categoria.
Entre elas, estão a concessão de bolsas de estudo integral, a redução da carga horária de trabalho para seis horas diárias (hoje são oito horas), a realização de concurso público para a contratação de mais profissionais, o direito a período de recesso e o aumento da referência salarial, que hoje é 17 e equivale a R$ 1.126,83.
As ADIs pedem ainda a contratação ou designação, pela secretaria municipal de Saúde, de um profissional responsável por ministrar os medicamentos para as crianças, tarefa que hoje é realizada por elas. O procedimento, dizem, é de enorme responsabilidade e não faz parte das atribuições do grupo.
A opinião foi compartilhada pelo presidente do sindicato, Odirley Aparecido de Mello Montesino.
“Por que [essa tarefa] tem de recair sobre as ADIs? Nós temos outros profissionais nas unidades escolares. Não está na atribuição delas, assim como não está na atribuição de nenhum outro profissional”, disse.
A secretária de Administração, Viviane dos Reis, disse que uma das reivindicações da categoria deve ser atendida em breve.
“O concurso [para a contratação de mais ADIs] já está em andamento. O RH já deu início ao procedimento interno”, revelou.
Com relação à redução da carga horária de trabalho, a secretária afirmou, após consulta à procuradoria do município, que a mudança “implicaria redução do salário” das ADIs.
Ressalva parecida no que diz respeito ao aumento de referência salarial. “Rever a referência de uma categoria implicaria rever a de todas as outras”, disse Viviane.
O presidente do sindicato discordou. “Eu só quero lembrar que nós temos aqui o projeto de reforma administrativa 09/2019, que está prevendo aumento de referência para cargos de chefia. Se pau que dá em Chico, tem que dar em Francisco também. A gente precisa rever essa situação”, disse ele.
O presidente da Câmara, Jeferson Couto, disse às ADIs que elas podem contar com o Legislativo. “Daqui para a frente, vocês têm um parceiro, que é esta Casa de Leis, para ajudar a representar vocês nesta discussão”, falou.
Autoria - Imprensa/Câmara
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