Encontro convocado por requerimento discutiu ações do município e desafios na educação inclusiva
A Câmara realizou na noite desta terça-feira (3) uma reunião pública motivada pelo requerimento nº215, com foco na atenção às crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e na atuação da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) em Pirassununga. A sessão foi conduzida pela vice-presidente da Casa e autora do requerimento, vereadora Mirelle Bueno.
Participaram da mesa o secretário municipal de Educação, Fernando Del Nero; a secretária municipal de Saúde, Solange Aparecida Martins; o representante da Apae, Moacyr Fonseca Júnior; e o assessor da secretaria de Saúde, Dr. Murillo Tuckumantel. A reunião teve como base as denúncias de mães sobre o prédio da segunda unidade da Apae, considerado inapropriado, e a longa fila de espera – mais de 200 crianças e adolescentes, segundo o requerimento.
O secretário de Educação destacou o crescimento nacional no número de diagnósticos de TEA e apresentou as principais frentes de atuação da pasta, como a contratação de estagiários de pedagogia, a criação de salas multissensoriais e a capacitação de gestores e professores. Também mencionou a elaboração de um projeto de lei para crédito suplementar, visando ampliar a contratação de profissionais de apoio escolar (PEIs).
Já o assessor da Saúde Murillo Tuckumantel apresentou um panorama das ações já em curso e previstas no Plano Plurianual (PPA), como a criação de uma linha de cuidado específica para o neurodesenvolvimento, com ênfase no autismo, e o mapeamento epidemiológico de TEA, TDAH e depressão entre crianças e adolescentes. Ele também citou atendimentos de fonoaudiologia já em funcionamento no Centro de Especialidades Médicas (CEM).
Durante a reunião, os vereadores fizeram diversos questionamentos sobre as ações do município em relação à inclusão de crianças neurodivergentes. Houve perguntas em relação a um plano que garanta materiais didáticos adaptados, com linguagem acessível e recursos visuais adequados. Também foi destacada a necessidade de melhorias estruturais nas escolas municipais, para que elas possam acolher adequadamente esses alunos, com acessibilidade e ambiente apropriado.
A articulação entre as secretarias de Saúde e Educação foi questionada, com pedidos de esclarecimentos sobre como as pastas estão integrando ações e dividindo responsabilidades. Foi solicitada ainda a apresentação de dados estatísticos atualizados sobre o número de crianças com TEA atendidas. Outro ponto levantado foi a função real dos estagiários anunciados pela secretaria de Educação. Ao final, os vereadores destacaram a urgência das ações e reforçaram que as famílias aguardam respostas concretas.
Autoria - Imprensa/Câmara
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