Vereadora encaminhou pedido de informações ao Executivo nesta semana
A vereadora Sandra Vadalá (Pode) encaminhou nesta semana um pedido
de informações ao Executivo após tomar conhecimento de um
relatório técnico elaborado pelo setor de contabilidade que aponta
a projeção de um déficit orçamentário de aproximadamente R$ 9,4
milhões para o exercício financeiro de 2026.
No documento
encaminhado ao prefeito, Sandra solicita cópia integral do relatório
contábil, além da memória de cálculo da projeção de gastos com
a folha de pagamento. A vereadora também pede esclarecimentos sobre
os fatores que contribuíram para a estimativa do déficit e quais
medidas administrativas e financeiras estão sendo adotadas para
conter despesas e manter o equilíbrio das contas públicas.
Entre
os questionamentos apresentados pela vereadora estão ainda possíveis
riscos ao pagamento da folha salarial dos servidores municipais,
eventual comprometimento dos índices estabelecidos pela Lei de
Responsabilidade Fiscal e os impactos previstos nas contas públicas
até o encerramento de 2026. Sandra também quer saber quais dotações
orçamentárias poderão ser anuladas para suplementação de
recursos e se existem outras projeções de déficit já
identificadas pela administração municipal.
Durante
pronunciamento na sessão ordinária da semana passada, a vereadora
afirmou ter buscado informações diretamente no setor de
contabilidade da prefeitura. “Se continuar nessa toada, nós não
teremos condições de honrar a folha de pagamento, com um déficit
previsto de R$ 9 milhões”, disse ela, ressaltando que os
vereadores têm a responsabilidade de fiscalizar a situação
financeira do município.
Como medida preventiva, a vereadora
sugeriu ações para contenção de despesas, entre elas a redução
do pagamento de horas extras. Na sessão desta semana, Sandra voltou
a falar sobre o assunto. Segundo ela, o eventual comprometimento do
índice prudencial poderá gerar consequências para a administração
pública.
“Se nós ultrapassarmos o índice prudencial, muitas
coisas são deixadas para o nosso município. Poderá haver
demissões, não pode ser feito empréstimo, entre outras situações
que não quero que aconteçam”, afirmou.
Autoria - Imprensa/Câmara