Secretária de Saúde respondeu a questionamentos sobre faltas em consultas e transporte de pacientes
Durante audiência pública da Saúde realizada na noite desta terça-feira (27) na Câmara, os vereadores colocaram em pauta uma série de preocupações recorrentes da população. A apresentação teve como foco a análise e o relatório de aplicação de recursos no setor no primeiro quadrimestre de 2025, em conformidade com a lei complementar nº 141/2012.
A secretária esteve acompanhada dos assessores Murillo Tuckumantel e Cristiane Fonseca e apresentou os dados de execução orçamentária, investimentos e ações do período. Após sua explanação, os vereadores se revezaram com perguntas e cobranças à gestão.
Um dos temas discutidos foi o alto índice de faltas em consultas e exames. A secretária reconheceu a gravidade da questão. “É um problema que afeta a maioria dos municípios. Ligamos para confirmar com os pacientes, 99% atendem e dizem que vão — mas não aparecem”, disse Solange.
Murillo Tuckumantel acrescentou que a informatização do sistema de saúde está prevista no Plano Plurianual (PPA), com o objetivo de implantar prontuários eletrônicos e agendamento digital, o que pode minimizar o problema.
Os vereadores também questionaram o número de viagens para tratamentos fora da cidade. A secretária explicou que a alta demanda é consequência da ausência de serviços no município. “Temos tentado melhorar a frota, mas o ideal seria ofertar todos os serviços aqui, o que ainda não é possível”, disse.
Os edis cobraram ainda agilidade na resolução de problemas simples nas unidades de saúde, como portas quebradas e manutenção de aparelhos de ar-condicionado. Solange admitiu que a maioria das unidades precisa de reformas.
Foi sugerida também a criação de um kit-lanche para pacientes e acompanhantes que viajam para tratamentos. “Nunca tinha imaginado essa dificuldade, mas vamos estudar a possibilidade”, respondeu a secretária.
A antecipação do fechamento do Pronto Atendimento Médico (PAM) da zona norte foi questionada por vereadores. Solange afirmou que o horário correto é até as 22h, mas reconheceu que houve reclamação de fechamento às 21h30. Foi pedido então para que isso não volte a ocorrer.
Sobre as emendas parlamentares, Cristiane informou que já está sendo feita uma organização interna para acompanhar e executar as demandas com mais eficiência. Durante a audiência, que durou mais de três horas e contou com a participação maciça da população, foram levantadas ainda questões como a fila por cirurgias de oftalmologia e a necessidade de ampliação das vagas para hemodiálise.
Autoria - Imprensa/Câmara
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