Audiência pública realizada na última segunda-feira (15) reuniu mães, vereadores e representantes do Executivo
Uma audiência pública realizada na última segunda-feira (15) na Câmara colocou em pauta as condições de atendimento oferecidas às crianças autistas da Apae-Cedap, com foco especial na situação da Unidade II, mantida pelo município. A reunião foi presidida pela vice-presidente da Câmara, vereadora Mirelle Bueno, e contou com a participação dos vereadores, do secretário municipal de Educação, Fernando Del Nero, do responsável pela Apae de Pirassununga, Moacyr Fonseca Júnior, e de Aline Biazin, representante dos pais e mães de alunos da instituição.
A audiência foi solicitada pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Pessoas Portadoras de Doenças Raras, formada, além de Mirelle, pelos vereadores Wellington Cintra e Reinaldo Caridade, após manifestações de pais e mães de crianças atendidas pela Apae-Cedap. O principal ponto levantado diz respeito às condições estruturais da Unidade II, que, segundo relatos, apresenta problemas como pisos soltos, alambrado sem manutenção adequada e ausência de parquinho.
Durante o debate, também foi destacada a dificuldade administrativa gerada pela separação física entre as duas unidades, já que a gestão e a diretoria da Apae estão concentradas na Unidade I. Segundo os familiares, essa divisão impacta diretamente a sinergia entre os profissionais e o acompanhamento adequado das crianças autistas. Os pais defendem a ampliação da Unidade I, com a construção de pelo menos oito salas, como forma de unificar o atendimento e garantir melhores condições estruturais.
Em sua fala, o secretário municipal de Educação reconheceu a legitimidade das reivindicações, mas ponderou sobre os desafios envolvidos. “Isso requer duas coisas: captação de recursos e tempo de construção. Estou de acordo e empenhado, mas até que isso se concretize, nós temos que fazer algo na Apae 2, para que a gente tenha essa travessia. Ou encontre uma outra opção. A que eu me proponho é entregar essa unidade totalmente melhorada”, afirmou.
A proposta, no entanto, não atende às expectativas das mães. “Nós não queremos reforma da Unidade II, nós queremos ampliação da Unidade I. Reformar é fazer puxadinhos lá. Ela não tem uma estrutura boa para os nossos filhos. Não adianta só arrumar o piso, não é só isso. É a sinergia entre os profissionais”, disse Aline.
As mães presentes reforçaram o pedido pela ampliação da Unidade I da Apae-Cedap, ressaltando que a unificação do atendimento em um único espaço é fundamental para garantir melhores condições estruturais, maior integração entre os profissionais e um acompanhamento mais efetivo das crianças autistas, destacando que a demanda vai além de reformas pontuais e representa uma necessidade urgente de inclusão e qualidade no atendimento.
Autoria - Imprensa/Câmara
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